O que vem por aí? Frederico Pletsch responde cinco perguntas sobre o futuro do mercado

A pandemia do novo coronavírus trouxe uma série de mudanças para a sociedade. Adaptar-se ao trabalho remoto, ao fechamento temporário do comércio e lidar com a interrupção momentânea de parte da produção industrial foram alguns dos desafios enfrentados.

Para refletirmos sobre esse período de transformação intensa, convidamos o diretor e fundador da Merkator Frederico Pletsch para responder cinco perguntas sobre o futuro do mercado.

MERKATOR: O contexto criado pela pandemia de Covid-19 provocou uma mudança nos hábitos de consumo: as pessoas estão comprando de forma mais consciente e utilizando novas ferramentas para efetuar as suas compras. Como se preparar para oferecer uma nova experiência para este novo consumidor?

Frederico Pletsch: É difícil responder essa pergunta de forma definitiva, o mundo todo está se reestruturando, tanto a sociedade quanto o mercado. O certo é que essa mudança veio para ficar e as compras online terão grande força.

O consumo será mais pensado, consciente. O conceito de reaproveitar tudo aquilo que a gente usa estará mais forte na moda, por exemplo. É por isso que é importante que se encontre uma outra forma de incentivo à compra. No momento estamos vivendo uma fase muito dinâmica e de muitas transformações, então não temos como projetar o que vai acontecer, a única certeza é que as coisas mudarão e que o comportamento do consumidor não será mais o mesmo.

M: No panorama atual de mudança de comportamento e hábitos de consumo, qualificar suas equipes de trabalho pode ser uma saída para as empresas responderem a essas novas demandas do consumidor?

FP: Sim, será preciso pensar em qualificação e uma readequação para enfrentar o desemprego. Uma consciência desde o poder público até do empresariado. Vai ser preciso pensar em novas jornadas de trabalho, com horários diferenciados para criar vagas. De qualquer maneira, é preciso estar ciente de que essa retomada dos empregos e do próprio consumo será mais lenta.

M: Neste período onde as mudanças no ambiente de negócios têm acontecido tão rapidamente, também é preciso que as empresas sejam ágeis nas suas tomadas de decisão?

FP: É preciso estar atento a essas mudanças porque esse também é o momento onde surgem as grandes oportunidades…quando elas passarem, é a hora do “pulo do gato”.

Temos que nos preparar para estarmos em constante mudança, acompanhando as transformações deste novo cenário. Para isso é necessário ter uma boa equipe, que cresça junto e que esteja disposta a adaptar-se.

M: Pensando no cenário pós-pandemia, qual a importância das empresas fortalecerem o relacionamento com o mercado? Estabelecer parcerias será o caminho quando as atividades forem retomadas?

FP: Sem dúvida será preciso pensar em parcerias, em especial na indústria calçadista e varejista, trabalhando com produções mais exclusivas.

M: Ainda sobre a retomada das atividades, adaptar-se a esta nova conjuntura de cuidados e medidas de prevenção à saúde será fundamental. Como a Merkator pode ajudar as empresas a pensarem essa nova realidade que exige um ambiente mais seguro para seus funcionários e clientes?

FP: Provocando, inspirando. Trazendo nossos projetos, convidando a participar e desafiando as empresas a apresentarem seus produtos.

Quem é Frederico Pletsch, fundador da Merkator:

O diretor e fundador da Merkator iniciou sua trajetória profissional como representante comercial em 1967. Em 1974, fundou a Facson em sociedade com seu irmão, atuando com sonorização de eventos. No final dos anos 70, começou a trabalhar em feiras para a Fenac, atuando por quase duas décadas na comercialização de eventos como a Fimec – Feira Internacional De Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes. Em 1999, criou o SICC – Salão Internacional do Couro e do Calçado. Em 2003, fundou a Merkator, empresa que realiza também as feiras Zero Grau e 40 Graus.

5 comentários em “O que vem por aí? Frederico Pletsch responde cinco perguntas sobre o futuro do mercado”

  1. Estamos num momento de muitas mudanças, o mercado está mais comedido, pensando antes de fazer qualquer coisa. No que diz respeito a moda de um modo geral, o consumidor está comprando o essencial pra o dia a dia, pensando no conforto e na praticidade do uso. Se eu não vou pra balada, se eu não vou pra um evento então só vou comprar sapatos pra trabalho, pra ficar em casa e principalmente pras crianças porque os pés crescem.

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